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1. MUSEU DAS FLORES: UM JARDIM-ESCOLA NO VIVEIRO DA PRC

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 Foto: Isa Lima 

 

A Coordenação de Parques e Jardins (CPJ) está apoiando o projeto de extensão na parte de logística e co-coordenação de atividades.

 

Objetiva-se criar estrutura de ensino, pesquisa e extensão em paisagismo e jardinagem no viveiro da prefeitura da UnB, assim como qualificar seus serviços. Inclui o desenvolvimento de projetos paisagísticos e arquitetônicos na parte infraestrutural de finalidade estético-funcional, recriando assim o espaço como um jardim/museu de técnicas de jardinagem, plantas ornamentais, nativas e medicinais e propiciando sinergias entre a parte de serviços da PRC e interesses acadêmicos da UnB.

 

A Prefeitura da Universidade de Brasília é, desde sua criação, o polo de serviços de toda a UnB. Contando com técnicos de diferentes áreas, é responsável por manter os Campi limpos, a grama aparada, as árvores podadas, as paredes pintadas, as encanações em ordem, os circuitos elétricos protegidos e funcionando, dentre várias outras atividades.

 

No entanto, apesar de ser um centro de serviços fundamental para o funcionamento da Universidade, raras vezes a prefeitura tem tomado parte nos seus processos acadêmicos de ensino, pesquisa ou extensão. Trata-se de relação ainda pouco explorada, de grande potencial, em que ambos poderiam se retroalimentar: ensino, pesquisa e extensão que precisam de suporte / a Prefeitura que precisa economizar / pesquisa que gera resultados / Prefeitura que pode usar nos seus modus operandi tais novos objetos ou conhecimento.

 

No que concerne a área de Parques e Jardins, entendemos que a interação entre prefeitura e academia (que já vem ocorrendo) é exemplarmente promissora e possui potencial de contribuir para a economia e qualidade de serviços da prefeitura, assim como para o ensino, pesquisa e extensão da universidade nas variadas áreas acadêmicas relacionadas a meio ambiente e paisagismo, respondendo assim à demanda crescente por mais qualidade das áreas verdes dos campi e contato com a natureza, assim como de sustentabilidade e racionalidade no uso e reuso da água.

 

O setor de Parques e Jardins da PRC possui robusto volume de serviços assim como reúne condições propícias para a inserção de alunos em atividades práticas e pesquisas com plantas variadas, testes com novas tecnologias e metodologias de cultivo, e atividades de extensão como eventos, mini-cursos/fóruns abertos e visitas guiadas. Tais atividades permitiriam ampliar a paleta vegetal da Prefeitura para uso nos canteiros, deter novos conhecimentos técnicos relacionados a dinâmica de manutenção de jardins (insolação, irrigação, adubação, etc.), colaborar com a produção e cuidados das mudas e canteiros universitários, assim como publitizar ações positivas da UnB relacionadas ao meio ambiente.

 

Vale também ressaltar que este trabalho se pauta também na qualificação e revitalização da estrutura física do viveiro da PRC e de seus jardins (que hoje possui infraestrutura simples) como espaço de produção e espaço de visitação. Deste modo, é parte deste projeto a elaboração de artefatos arquitetônicos, paisagísticos e coleções de plantas ornamentais, nativas e medicinais, organizando assim um jardim/escola ao mesmo tempo produtivo, bonito, campo de prova e mostruário de técnicas e poéticas da jardinagem, para que futuramente tenhamos - por que não? - um pequeno Kew Garden em pleno Cerrado.

 

Texto: Projeto de Extensão MUSEU DAS FLORES: UM JARDIM-ESCOLA NO VIVEIRO DA PRC

 

2. ATELIER DE PAISAGISMO SUSTENTÁVEL NO CERRADO

 

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 Foto: Isa Lima

 

A Coordenação de Parques e Jardins (CPJ) está apoiando o projeto de extensão na parte de logística e subcoordenação de atividades.

 

De forma geral, o projeto busca o desenvolvimento e aplicação de novas práticas de projeto e de implantação de jardins do cerrado. As atividades previstas encerram novas metodologias e práticas sócio ambientais no processo de configurações de paisagem tendo como paradigma o desenvolvimento sustentável. Serão desenvolvidas atividades de projeto, coleta e semeadura de plantas nativas do cerrado, além de produção de mudas e implantação do jardim.

 

Tem como justificativas principais atualizar graduandos, recém graduados e profissionais de Arquitetura e Urbanismo, Agronomia, Engenharia Florestal, Biologia e áreas afins acerca de conceitos nos campos de inovação, sustentabilidade e ecologia na construção sustentável dos espaços livres das cidades mais especificamente na atuação do projeto paisagístico. Testar um método de ensino-aprendizagem orientado, colaborativo e integrado condizente com a realidade ambiental do Cerrado, servindo como experimento de projeto paisagístico sustentável e novas práticas de pensar e fazer jardins para a região do Cerrado. Este movimento de mudança de metodologia projetual busca contrapor a devastação que este Bioma tem sofrido nas últimas décadas, pois tem sido sucessivamente substituído por áreas de agricultura e pecuária da nova fronteira do agronegócio no Brasil, cujo modelo implantado impacta fortemente os ecossistemas, substituindo totalmente os campos nativos por monoculturas de comodities, tendo como resultado uma diminuição drástica de habitats e da própria diminuição de indivíduos vegetais característicos.

 

Adicionalmente as mudanças climáticas apontam para uma maior escassez de água, que impacta ainda mais um fenômeno natural que é a estação anual da seca. Este quadro se reflete diretamente na vida urbana e mais especificamente no paisagismo das cidades da região. A longa estiagem e a demanda de água para manter jardins verdejantes concorrem para um problema ambiental que se agrava a cada ano. Jardins mais adaptados ao clima local ou a condição árida que tem acontecido, seria uma resposta mais racional para uma cidade mais sustentável e que busca não esgotar seus recursos. Neste sentido o presente projeto pretende também discutir a questão do modelo de paisagismo vigente, salientando aspectos de como pensar e estabelecer uma nova prática de paisagismo mais condizente com a realidade de stress hídrico, principalmente para os atores envolvidos na gestão e manutenção dos espaços livres urbanos de Brasília.

 

Adicionalmente, também se pretende salientar os aspectos ecológicos de uma maior resiliência ambiental, e a importância das associações que permitem um continuum que dá suporte a várias espécies, permite a troca gênica e cria uma rede de corredores ecológicos. Desta forma, o projeto de atelier tenta reforçar aspectos do paisagismo sustentável por meio de novas metodologias de apreensão da paisagem, da produção de mudas e da implantação de jardins condizentes com a realidade ambientais e com os desafios das mudanças climáticas.

 

Por fim, este projeto permite avaliar o desenvolvimento destas metodologias por meio da implantação de dois jardins experimentais pertencentes a UnB: o jardim da casa de Niemeyer e o jardim do PISAC. Ambos tendo como objetivo desenvolver novos conceitos de paisagismo sustentável para o Cerrado. Estes espaços seriam uma experiência significativa que se pretende replicadora de uma nova postura paisagística, inovadora em estética e ética no paisagismo. Assim, esta proposta traz um processo que se estabelece em todos os níveis de ensino, pesquisa e extensão dentro de uma prática paisagística sustentável, analisando e propondo novas alternativas de configurações urbanas, pensadas como ecossistemas complexos e cuja rede de relações proporciona uma maior simbiose com a vida em seu sentido amplo.

 

Como experiência prática pretende-se implantar dois projetos em curso que tem em comum a ideia de desenvolver “modelos de paisagismo do Cerrado”: A Casa de Niemeyer e o PISAC.

 

Paralelamente busca-se levar novas possibilidades econômicas a população produtora rural da vargem bonita, comunidade lindeira a fazenda experimental da UnB e próximo a Casa de Niemeyer, local do experimento. A expectativa é conscientizar a respeito do potencial do paisagismo do Cerrado e oferecer metodologias de produção de mudas do Cerrado.

 

Texto: Projeto de Extensão ATELIER DE PAISAGISMO SUSTENTÁVEL NO CERRADO