Padrão Rotatórias UnB

 

2018 PRC Padrão Rotatórias UnB Imagem 1

 

Brasília, cidade-parque, começou a ter suas rotatórias floridas na década de 90 do século XX. Como uma ideia ainda incipiente no início, programa político governamental, tornou-se em pouco tempo algo inerente a vida dos brasilienses, com seu colorido único que se renova a cada ciclo do ano. Normalmente, são usadas plantas anuais, com floração forte e colorida, típica de plantas europeias, caso de cravos, sálvias, petúnias, crisântemos, etc.

 

Na Universidade de Brasília o universo tem sido diferente. Devido aos manejos, ocorreram transições entre plantas perenes e temporárias, com uso de movimento de terra ou não. Com o passar dos anos, com uma menor capacidade de cuidados continuados e com uma diminuição drástica da irrigação, mais a comoção geral devido aos pensamentos sustentáveis, obtivemos uma igual desvalorização das nossas rotatórias, com gramados e plantas secas. As plantas escolhidas eram normalmente espécies com necessidades de água, nutrientes e podas elevados.

 

A perspectiva agora é de renovar tais espaços universitários, com a clara intenção de torna-los, assim como na cidade em volta, pontos focais e portais de entrada para a UnB.

 

Para tanto, foi investida uma pesquisa basal entorno da vegetação disponível no viveiro PRC, como na própria Universidade e arredores, onde é possível buscar brotos, estacas, sementes e doações, multiplica-las e as implantar nos jardins. Quais plantas seriam interessantes de aplicar? Qual o desenho seria mais impactante? Como conciliar o desenho e a escolha da vegetação com a capacidade de manutenção da UnB? E os valores que buscamos, são somente estéticos?

 

Certamente os valores que se busca, além da nova polarização estética, são a baixa manutenção, a bi ou tripolaridade interna de cada jardim, com pelo menos duas zonas distintas de vegetação em cada rotatória e a clara diminuição de necessidade de irrigação do verde, inclusive preservando metade do jardim em qualquer situação de risco hidráulico ou de baixa manutenção.

 

O projeto tornou-se, assim, um desenho comum para várias rotatórias, com fácil implantação e adaptabilidade, que se configurou em 3 a 4 anéis. Os círculos externos são pensados para serem da grama existente, faixas de mais ou menos 1,5 metros de largura; o(s) círculo(s) semi-interno(s) devem ser preenchidos por flores anuais ou vegetação perene baixa com floração frequente, em faixas de 1-1,5 metros; o círculo mais interno deve ser o ponto de sustentação atemporal, resistindo aos ciclos das anuais e as secas prolongadas, sempre belos, sendo preenchidos por vegetação mais alta (sem prejudicar a visão dos veículos), com folhagem exuberante ou forma escultural.

 

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